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Equideocultura define agenda estratégica para 2026 com foco em sanidade, mercado e capacitação
Comissão da CNA debate regulamentação, trânsito de animais, formação profissional e cenário sanitário do setor equino no Brasil
A Comissão Nacional de Equideocultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, na última quinta-feira (26), uma reunião para estabelecer as principais diretrizes do plano de ação da equideocultura brasileira para 2026.
O encontro reuniu representantes do setor para discutir temas relacionados à regulamentação, sanidade animal, abertura de mercados e qualificação profissional.
Entre os pontos centrais da pauta esteve a regulamentação da produção e da comercialização de material genético de equídeos.
O tema é considerado estratégico para garantir maior controle, rastreabilidade e padronização dos processos, além de ampliar a competitividade do Brasil no mercado internacional.
A discussão também envolveu a necessidade de avanços normativos que acompanhem a evolução tecnológica da reprodução equina.
Regulamentação e trânsito de equídeos
Outro tema abordado durante a reunião foi a implementação do Passaporte Equestre nos estados brasileiros.
A comissão discutiu o reconhecimento do documento como instrumento válido para o trânsito interestadual de equídeos.
Com o objetivo de padronizar as exigências sanitárias e facilitar a movimentação de animais em competições, eventos e atividades comerciais.
A pauta incluiu ainda o acompanhamento de projetos de lei que impactam diretamente o setor, reforçando a necessidade de alinhamento entre entidades representativas e o poder público.
Nesse contexto, a comissão também debateu estratégias para a abertura de novos mercados, com foco na América Latina, tanto para a exportação de animais vivos quanto de material genético.
Capacitação e formação profissional
A qualificação de mão de obra foi outro eixo discutido no encontro.
A comissão destacou as atividades do Centro de Excelência em Zootecnia do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), localizado em Feira de Santana, na Bahia.
A unidade é considerada referência nacional na formação voltada à equinocultura.
Entre as iniciativas apresentadas está o curso técnico com ênfase em equinocultura, já em andamento, além de programas de qualificação profissional.
Também foi mencionado o Encontro Nacional de Treinamento Avançado em Casqueamento e Vaquejamento, previsto para maio, voltado à capacitação de instrutores do Senar.
Cenário sanitário e impacto no setor
Ao final da reunião, a comissão discutiu o cenário de desabastecimento da vacina contra a influenza equina no mercado nacional.
A situação está relacionada à paralisação de um laboratório responsável por parte significativa da produção do imunizante, o que tem gerado preocupação entre criadores e organizadores de eventos.
Diante desse contexto, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) orientou os estados a adotarem a suspensão temporária da exigência do atestado de vacinação contra a influenza equina para a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA).
A medida tem como objetivo evitar impactos na circulação de equídeos e na realização de eventos do setor, enquanto o abastecimento da vacina não é normalizado.
A reunião reforçou a necessidade de monitoramento contínuo das condições sanitárias e regulatórias da equideocultura.
Além da articulação entre entidades e órgãos públicos para garantir a continuidade das atividades e o desenvolvimento do setor em 2026.
As discussões devem orientar ações práticas ao longo do próximo ano.
Fonte: CNA
Fotos: Divulgação/CNA


