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Cavalo Quarto de Milha mais velho do mundo chega aos 38 anos e mantém rotina ativa em fazenda

Égua da raça American Quarter Horse é reconhecida pelo Guinness World Records após superar a expectativa de vida e seguir saudável na aposentadoria

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Uma égua da raça Quarto de Milha, chamada Fancy, atingiu a marca de 38 anos e foi oficialmente reconhecida pelo Guinness World Records como o cavalo mais velho do mundo.

O registro foi confirmado em fevereiro, consolidando a longevidade do animal, que vive atualmente em uma fazenda voltada para aposentadoria de equinos.

O aniversário de 38 anos foi celebrado na quarta-feira e coincidiu com uma data especial para sua proprietária, Paige Blumer, que completou 34 anos no mesmo dia.

A relação entre as duas começou quando Blumer ainda era criança e adquiriu Fancy aos 8 anos de idade, mantendo o vínculo por quase três décadas.

“Eu disse para minha mãe que achava que ela era chique demais para ter um nome tão feio”, disse Blumer, lembrando-se do nome original registrado da égua, Tracies Lil Kelberg.

“Minha mãe respondeu: ‘Bem, vamos chamá-la de Chique’, e o nome pegou desde então.”

Longevidade acima da média na raça Quarto de Milha

A expectativa de vida de um cavalo da raça Quarto de Milha costuma variar entre 25 e 35 anos.

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Nesse contexto, Fancy ultrapassa o limite considerado comum, mesmo tendo enfrentado condições de saúde típicas de animais idosos ao longo dos anos.

De acordo com a proprietária, a égua mantém comportamento ativo e demonstra características marcantes de personalidade, mesmo em idade avançada.

“Ela é uma grande diva”, disse Blumer. “Ela tem muita personalidade e você não pode dizer a ela o que fazer. Acho que é por isso que ela viveu tanto tempo.”

Rotina controlada e ambiente influenciam qualidade de vida

A rotina de Fancy é considerada tranquila e adequada à sua idade. O manejo inclui alimentação controlada, acompanhamento veterinário e convivência com outros animais.

Um dos destaques é a presença constante de uma burra chamada Rosie, que acompanha a égua no dia a dia.

Segundo Blumer, a combinação de fatores como nutrição, assistência profissional e ambiente social contribui diretamente para a longevidade do animal.

A comemoração do aniversário incluiu uma refeição especial com grãos, preparada com o número “38” em referência à idade atingida.

Apesar da documentação oficial, a idade de Fancy ainda gera dúvidas entre pessoas que a conhecem pessoalmente.

“Muita gente não acredita que ela seja tão velha quanto é”, disse Blumer. “Acho que é por causa da boa alimentação, dos bons amigos e dos bons veterinários. Ela aproveita a vida, e acho que isso transparece.”

Reconhecimento exige comprovação detalhada

De acordo com o Guinness World Records, a validação da idade de um cavalo depende de um processo rigoroso.

São exigidos registros veterinários, históricos de propriedade e documentos que comprovem a trajetória do animal ao longo dos anos.

Fancy assumiu o título após a morte dos recordistas anteriores, passando a ocupar oficialmente a posição de cavalo mais velho do mundo.

O caso reforça a importância de cuidados contínuos na criação de equinos, especialmente no que se refere ao manejo de animais idosos.

A história da égua também evidencia como práticas adequadas de saúde, alimentação e bem-estar podem impactar diretamente na longevidade dos cavalos.

Inclusive em raças conhecidas por desempenho esportivo, como o Quarto de Milha.

Fonte: WTHR
Foto: Reprodução/Freepik

Gil Silva

Gil Silva é jornalista especializada na cobertura da raça Quarto de Milha, com seis anos de atuação em provas oficiais, eventos técnicos e competições das principais modalidades. Ao longo da carreira, acompanhou campeonatos, leilões e iniciativas do setor, produzindo reportagens, entrevistas e conteúdos informativos voltados a criadores, competidores e profissionais da área.

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