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Caso de AIE em égua Quarto de Milha na Califórnia mobiliza monitoramento sanitário
Animal de 4 anos foi colocado em quarentena no condado de San Bernardino; investigação aponta possível transmissão iatrogênica
Uma égua da raça Quarto de Milha, com quatro anos de idade, testou positivo para anemia infecciosa equina (AIE) no dia 27 de abril, no condado de San Bernardino, na Califórnia (EUA).
Após a confirmação do diagnóstico, o animal foi imediatamente colocado em quarentena.
De acordo com as informações divulgadas, não há registro de outros cavalos expostos na mesma propriedade até o momento.
As autoridades sanitárias iniciaram o rastreamento epidemiológico para identificar a origem da infecção.
A suspeita inicial é de que a transmissão tenha ocorrido de forma iatrogênica, ou seja, associada ao uso de instrumentos contaminados, como agulhas ou equipamentos que tiveram contato com sangue infectado.
Monitoramento e comunicação de doenças equinas
O caso foi reportado por meio do EDCC Health Watch, iniciativa vinculada à Equine Network, que utiliza dados do Equine Disease Communication Center (EDCC) para divulgar informações verificadas sobre enfermidades que afetam equinos.
O EDCC é uma organização independente, sem fins lucrativos, financiada por doações do setor e voltada à disseminação de dados sobre doenças infecciosas em cavalos.
Esse tipo de comunicação tem como objetivo ampliar o acesso a informações confiáveis, permitindo que criadores, veterinários e demais profissionais do setor adotem medidas preventivas e reforcem protocolos de biosseguridade.
O que é a anemia infecciosa equina (AIE)
A anemia infecciosa equina é uma doença viral que compromete o sistema imunológico dos cavalos.
A transmissão ocorre principalmente por meio da troca de fluidos corporais entre animais infectados e não infectados.
Insetos hematófagos, como as mutucas, são vetores comuns, mas a infecção também pode ocorrer pelo uso de instrumentos contaminados com sangue.
Um dos principais métodos de diagnóstico é o teste de Coggins, que identifica a presença de anticorpos contra o vírus da AIE no sangue do animal.
Nos Estados Unidos, a maioria dos estados exige a apresentação de resultado negativo desse exame para o trânsito de equinos entre diferentes regiões.
Sintomas e evolução da doença
Nem todos os cavalos infectados apresentam sinais clínicos, mas quando presentes, os sintomas podem incluir perda progressiva de condição corporal, fraqueza muscular, redução da resistência física, febre, depressão e anemia.
A AIE não possui vacina nem tratamento curativo. Uma vez infectado, o animal permanece portador do vírus por toda a vida, tornando-se potencial fonte de disseminação da doença.
Diante desse cenário, os protocolos sanitários determinam medidas rigorosas para evitar novos casos.
Medidas sanitárias e controle
Cavalos diagnosticados com anemia infecciosa equina podem evoluir para morte natural ou serem submetidos à eutanásia.
Outra possibilidade é a manutenção do animal em quarentena permanente, sob condições estritas de isolamento, com distância mínima de 200 metros de outros equídeos não infectados.
O caso registrado na Califórnia reforça a importância de práticas adequadas de manejo sanitário, incluindo o uso de materiais descartáveis ou devidamente esterilizados, controle de insetos e realização periódica de exames.
A identificação precoce e o isolamento imediato são fundamentais para conter a disseminação da doença no plantel.
Fonte: The Horse
Fotos: Reprodução/Magnific







